Não há alternativas para construir um mundo melhor sem solidariedade. A tragédia no Haiti é uma prova disso. Não é possível virar as costas para a situação de clamidade pública que assolou o país diante dos olhos do mundo. O mais triste é pensar agora que toda a dinheirama derramada para salvar bancos americanos no início da crise econômica mundial seria suficiente para reconstruir não apenas um, mas dois países como o Haiti. Mas sabemos que ainda existe outra dinheirama como aquela, e precisa apenas de interesse para que ela alcance as pessoas que agora não tem casa, nem comida, nem água.Algumas dessas pessoas já começaram a ser combatidas pelos próprios militares, porque passaram à condição de saqueadoras, tamanho o desespero em busca do básico para a sobrevivência - alimento e água.De grão em grão, a solidariedade está chegando ao Haiti. E é necessária, embora, ao longo da mesma semana, houve quem dissesse que fome e sede muita gente passa em outros cantos do mundo e poucas moblizações são feitas para mudar isso. Ora, de fato essa também é uma situação real, fruto da má vontade de muitos sistemas de governos, no entanto, a própria democracia é um caminho de mudanças para essas realidades, que são diferentes de um lugar onde tudo desmoronou para todos ao mesmo tempo.Em Belém, o trabalho da Cruz Vermelha está voltado para doações. O posto de coleta é na avenida Gentil Bittencourt, 1840 (entre 9 de Janeiro e Alcindo Cacela). Servem roupas e alimentos não perecíveis. A Fumbel também está arrecadando alimentos, donativos e roupas, na campanha “Haiti Agora”, com a parceria da Pastoral da Criança. Podem ser feitas no palco da Fumbel durante as noites culturais e nas sedes da Pastoral no Pará. São iniciativas que compartilham da ideia de que a solidariedade muda o mundo.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
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