sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quanto menos madeira na obra, melhor para o meio ambiente


A madeira é um recurso natural largamente utilizado na área da construção civil. Geralmente, é usada na confecção de estruturas de concreto e descartada ao final da obra. Surgiram, então, os pré-moldados, alternativa que utiliza menos madeira, mas possui restrições, como o elevado custo de transporte.No entanto, os pesquisadores apresentaram um estudo de viabilidade técnica e econômica de um sistema derivado dos pré-moldados, o sistema pré-formado. Este novo sistema pode ser transportado e montado na obra, apresentando menor custo, o que pode popularizar as técnicas de pré-mol-dagem no país.Os resultados mostraram a viabilidade técnica e econômica do sistema estrutural pré-formado. “O modelo pré-formado utiliza muito menos madeira, evitando assim a extração excessiva deste recurso natural. Várias obras já estão sendo feitas a partir deste modelo, inclusive no interior do Pará”, revela o professor Dênio.Ainda em relação à madeira um dado é preocupante: todos os anos, 58,5% da madeira retirada das florestas do Pará vai parar no lixo. Estima-se que o Estado consuma, anualmente, 11 milhões de metros cúbicos desse material, mas o rendimento médio do processamento de uma tora é de, apenas, 41,5%. Isso significa que, a cada árvore derrubada, metade de seu peso se converte em tábuas, chapas e madeira serrada. Já a outra metade, composta por cascas, galhos, serragens e pedaços disformes de madeira, é jogada fora quando poderia ser aproveitada.
Soluções de preservaçãoDe acordo com o professor Ramam, a Universidade, como centro de pesquisa, tem um papel estratégico de propor soluções para as demandas da sociedade, como um todo. “Nós temos nos dedicado muito a pensar a construção civil associada à questão ambiental. Infelizmente, ainda não temos muito incentivo do governo e pouca vontade por parte das empresas em adotar estas soluções”, ressalta.Ele diz ainda que, com o tempo, haverá menor necessidade de se extrair recursos naturais para a construção civil. “Será possível derrubar menos árvores graças ao desenvolvimento de pesquisas que criem e aperfeiçoem novos materiais”, acredita o professor.

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