sexta-feira, 9 de abril de 2010

Projetos com soluções para o trânsito e para a cidade


Resolver ou minimizar os pro-blemas de trânsito de Belém não é tarefa fácil. Buscar novas tecnologias de gestão, investimentos em novos equipamentos e em qualificação de trabalhadores são apenas alguns dos desafios da Prefeitura Municipal de Belém Companhia de Transportes de Belém (CTBel), segundo o ex-diretor geral da Companhia, Elton Braga, que deixou o cargo a pedido no último dia 31, para se dedicar a novos projetos. Ele ressalta que alguns passos já foram dados para esse avanço, como o projeto do novo Entroncamento, cujos recursos já estão sendo negociados em Brasília, com o go-verno federal.Além dos projetos futuros que podem trazer soluções radicais para o trânsito da capital, Braga afirma que depois de um ano e 1 mês à frente da diretoria geral da Companhia foi possível realizar algumas mudanças e trabalhar na preparação dos novos projetos. Entre as medidas já tomadas para facilitar a vida do usuário, foi feita a renovação de mais de 50% da frota dos ônibus coletivos que circulam na capital, e grande parte deles com equipamentos de acessibilidade, e a ampliação das ciclovias, como na Avenida Pedro Álvares Cabral (5 km) e na Avenida Marquês de Herval (2,5 km).Para implantação futura estão o projeto do binário das travessas Mauriti e Mariz e Barros, que vai criar uma ligação mais rápida das zonas leste e oeste da cidade. Outro projeto importante é a Avenida Metrópole, para ligar a estrada da Ceasa até Ananindeua, na altura de Águas Lindas, o que vai significar uma nova entrada e saída para Belém, projeto que poderá ser expandido até a Alça Viária, em Marituba.Outros projetos importantes e que vão influenciar de forma particular o turismo na capital paraense é o da Orla do Rio Guamá e a construção de duas pontes ligando Belém à ilha de Mosqueiro, através da ilha de Caratateua (Outeiro). Braga, ressalta que alguns projetos são obras reestruturantes de maior porte, desenvolvidos pela CTBel em parceria com outros órgãos da administração municipal.No entanto, são projetos essenciais para mudar a realidade do tráfego na capital,com reflexos na Região Metropolitana de Belém. “É importante reconhecer que os problemas são grandes e muitos deles históricos, como a falta de planejamento e, principalmente, a falta de ampliação de vias de escoamento de tráfego durante sucessivos governos municipais, mas temos certeza de que em muito avançamos nesse período, enfrentando os desafios de participar da gestão do órgão cujo trabalho é fundamental para a sociedade”, ressalta Elton Braga.

Feirantes esbanjam vigor nos I Jogos


Para celebrar os 383 anos, a Prefeitura Municipal de Belém organizou um divertido e inusitado evento: os Jogos do Ver-o-Peso. Cerca de 200 atletas – os feirantes – competiram em modalidades que retratam o seu dia-a-dia: escamar e limpar peixe, descascar mandioca, despolpar cupuaçu, pescar, coletar e transportar açaí, descascar castanha-do-pará e até preparar o melhor prato com ingredientes regionais.Divididos em seis equipes – Cupuaçu, Pupunha, Manga, Bacuri, Castanha-do-Pará e Açaí – os participantes esbanjaram animação e espírito esportivo. A cozinheira Célia, da equipe Bacuri, adorou competir na prova da comida, na qual preparou peixe frito e frango ao tucupi. “Trabalho aqui desde 1986 e nunca vi algo assim. É muito bom poder participar desta brincadeira. Quebra um pouco a rotina do trabalho”, destacou a feirante.Muita gente foi acompanhar de perto as provas. Seu Raimundo Maria é carpinteiro e confessa ter uma relação forte com a feira. “Sou ribeirinho, nascido na Ilha das Onças. Desde pequeno vivia andando por aqui, minha história se mistura com a da feira”, revela.Depois de quase seis horas de provas, foram conhecidos os grandes vencedores. Na prova de escamar e limpar o peixe o primeiro lugar ficou com a equipe “Castanha-do-Pará”, que também que conquistou o primeiro lugar na pescaria.Na competição para testar a habilidade em descascar castanha, a vencedora foi a equipe Cupuaçu. Já os integrantes da equipe “Açaí” foram os melhores na prova de retirar a polpa do cupuaçu. O melhor prato regional foi o da equipe “Manga”, que preparou um frango no tucupi especial, e ainda faturou o prêmio de melhor revezamento de colheita e transporte do açaí. Os três primeiros colocados de cada modalidade receberam premiação em dinheiro, o que foi possível pela parceria com o poder privado.De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer, Saulo Costa, o evento trouxe a proposta de valorizar o dia-a-dia dos feirantes que atuam na maior feira livre da América Latina. “Os nossos atletas, que são os trabalhadores, deram todo o apoio pra que evento acontecesse, gostaram muito da ideia. Além disso, os Jogos dão destaque para a cultura regional, representada nas frutas, na pescaria, nas comidas, etc.”, enfatizou o secretário.A festa em comemoração pelo aniversário do Ver-o-Peso entrou pela noite com a animação da aparelhagem do Superpop, que atraiu um grande público à Praça do Relógio, outra referência histórica no complexo.

História mistura passado, presente e futuro da cidade


Do complexo do Ver-o-Peso fazem parte uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, a Praça do Relógio e o Solar da Beira. A sua arquitetura combina estilos neoclássicos com peças de ferro e gradil importados da Europa, o que é visível no mercado de carne, conhecido como o Mercado de Ferro. As origens do Ver-o-Peso datam da segunda metade do século XVII, quando os portugueses resolveram estabelecer um rígido controle alfandegário na Amazônia, e criaram um posto de fiscalização e tributos - a casa do Haver-o-Peso.Uma balança e um funcionário público mediavam as transações comerciais da época. Nas proximidades dessa casa, hoje atracam barcos, lanchas e outras embarcações, formando uma das mais típicas paisagens do centro histórico e comercial de Belém. No passado havia ali uma aldeia dos Tupinambás, que se servia do igarapé do Piri, uma espécie de ancoradouro natural das ubás, as canoas indígenas.Com o tempo, o lugar da antiga aldeia cresceu em volta do Forte do Castelo, o marco da fundação de Belém. Com esse crescimento, surgiram colégios e igrejas dos Jesuítas, as primeiras construções da cidade. Hoje, a feira onde se vende e compra de tudo permanece sendo o mais famoso e representativo ponto turístico de Belém, em uma mistura cultural de passado, presente e futuro.

Feira do Ver-o-Peso completa 383 anos de história


Diversidade de cores, formas e cheiros, que exalam a cultura cabocla e amazônida. Burburinho constante. Gritos, cantoria e brincadeiras em meio a muito trabalho. Às 4 horas, quando a cidade ainda dorme, ele já está acordado, vivo, alvoroçado. Assim é o Ver-o-Peso, o cartão postal mais famoso de Belém, que comemorou 383 anos no último dia 27 de março. Muito mais que uma feira livre – a maior da América Latina - o Ver-o-Peso é um grande complexo, e a beleza deste conjunto fez com que o Ver-o-Peso conquistasse o título de uma das 10 maravilhas do Brasil, conferido por uma revista de circulação nacional.Pelos corredores, mercados e barracas, difícil é encontrar alguém que não se orgulhe de trabalhar no Ver-o-Peso. Dona Lúcia Evangelista, vendedora de Tucupi, conta que nunca conseguiu deixar o lugar. “Bendizer fui criada aqui. Casei, deixei de vir, mas depois voltei. Me orgulho de ter construído a minha vida aqui e de ter ajudado a construir a história do Ver-o-Peso”, conta a feirante.Muitos dos trabalhadores que atuam no Ver-o-Peso estão seguindo os passos de gerações anteriores, como dona Miraci Alexandre, erveira que já está há 30 anos no local. Tudo começou quando a mãe dela, Dona Isabel, resolveu deixar de vender verduras na Pedreira para tentar a sorte como erveira do Ver-o-Peso. E deu certo. A veterana Isabel continua firme no ofício, e a filha segue os passos da mãe. “Tenho muito orgulho da nossa história, de trabalhar aqui. No Ver-o-Peso tem muita gente trabalhadora, humilde, que às vezes vem todo dia só com o dinheiro da passagem”, relata a feirante, que destaca também o companheirismo que exis­te entre os colegas.Para dona Miraci, o reconhecimento que o mercado conquistou é uma grande vitória. “Quando vem gente importante, famosa, a gente não precisa ir correndo pedir autógrafo. Eles mesmos fazem questão de vir até nós, falar com a gente”, diverte-se a feirante.E, para bons paraenses, não poderia faltar a boa e ardida pimenta. Nesse quesito, seu Raimundo, o “Chora, rei da pimenta”, é referência entre os colegas. Segundo ele, suas pimentas são muito procuradas pelos belenenses e até pelos turistas. “Eu adoro o Ver-o-Peso, é a melhor feira de Belém, definitivamente”, diz, orgulhoso.

Quanto menos madeira na obra, melhor para o meio ambiente


A madeira é um recurso natural largamente utilizado na área da construção civil. Geralmente, é usada na confecção de estruturas de concreto e descartada ao final da obra. Surgiram, então, os pré-moldados, alternativa que utiliza menos madeira, mas possui restrições, como o elevado custo de transporte.No entanto, os pesquisadores apresentaram um estudo de viabilidade técnica e econômica de um sistema derivado dos pré-moldados, o sistema pré-formado. Este novo sistema pode ser transportado e montado na obra, apresentando menor custo, o que pode popularizar as técnicas de pré-mol-dagem no país.Os resultados mostraram a viabilidade técnica e econômica do sistema estrutural pré-formado. “O modelo pré-formado utiliza muito menos madeira, evitando assim a extração excessiva deste recurso natural. Várias obras já estão sendo feitas a partir deste modelo, inclusive no interior do Pará”, revela o professor Dênio.Ainda em relação à madeira um dado é preocupante: todos os anos, 58,5% da madeira retirada das florestas do Pará vai parar no lixo. Estima-se que o Estado consuma, anualmente, 11 milhões de metros cúbicos desse material, mas o rendimento médio do processamento de uma tora é de, apenas, 41,5%. Isso significa que, a cada árvore derrubada, metade de seu peso se converte em tábuas, chapas e madeira serrada. Já a outra metade, composta por cascas, galhos, serragens e pedaços disformes de madeira, é jogada fora quando poderia ser aproveitada.
Soluções de preservaçãoDe acordo com o professor Ramam, a Universidade, como centro de pesquisa, tem um papel estratégico de propor soluções para as demandas da sociedade, como um todo. “Nós temos nos dedicado muito a pensar a construção civil associada à questão ambiental. Infelizmente, ainda não temos muito incentivo do governo e pouca vontade por parte das empresas em adotar estas soluções”, ressalta.Ele diz ainda que, com o tempo, haverá menor necessidade de se extrair recursos naturais para a construção civil. “Será possível derrubar menos árvores graças ao desenvolvimento de pesquisas que criem e aperfeiçoem novos materiais”, acredita o professor.

Construção civil sustentável é tema de pesquisas na UFPA


Em tempos em que a susten-tabilidade é uma preocupação em nível global, ganham força pesquisas científicas voltadas para o uso racional dos recursos naturais. No campo da Engenharia, não é diferente, já que muitos materiais usados na construção civil vêm do meio ambiente, o que motivou a Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Grupo de Análise Experimental de Estruturas e Materiais (Gaema) a desenvolver vários projetos para evitar a degradação do meio ambiente.Entre as saídas estudadas pelo grupo estão a redução do uso de madeira em construções, e reaproveitamento dos resíduos prejudiciais à natureza. O grupo é coordenador pelos professores Dênio Ramam e Alcebíades Macedo.Segundo o professor Ramam, um exemplo de possível reaproveitamento de resíduos é o metacaulim, obtido a partir da produção de papel e, em grandes volumes, causa prejuízos ao ambiente, ocupando áreas antes arborizadas e tornando-as inférteis. No entanto, pesquisas comprovaram que ele pode ser reaproveitado na produção do cimento, tornando-o, inclusive, mais resistente.Outro grave problema ambiental que pode ser solucionado é o descarte de lama vermelha na natureza. Este resíduo tóxico é obtido na produção de alumina, realizada nas grandes mineradoras. Apesar de ter um caráter negativo, a lama vermelha pode ser usada de forma positiva, na fabricação de telhas, tijolos e até mesmo do concreto.Para o professor Dênio, é importante também reaproveitar estruturas antigas, evitando a demolição total de prédios, etc. “Quando uma construção é demolida, é preciso começar todo o processo do zero, e isso demanda a extração de mais recursos naturais”, explica.

Dia D para vacinar faixa de 20 a 29 anos contra gripe A


No próximo dia 5 um novo grupo da população começa a ser imunizado contra a Gripe A (H1N1). Por ser o maior grupo, o período de vacinação vai de 5 a 23 de abril, mas o Ministério da Saúde (MS) já determinou uma campanha de “Dia D” para o dia 10 de abril, ou seja, um dia de chamamento dessa população, que em Belém será coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).Em Belém serão disponibilizadas 190 mil doses da vacina contra gripe A. A Sesma vai disponibilizar a vacina em 450 postos, sendo 380 fixos e 70 volantes.É importante lembrar que as mu­lheres grávidas continuam a ser vacinadas até o dia 21 de maio, data final da campanha geral.Além das gestantes, que terão a vacina durante toda a campa­nha, o calendário ainda terá mais dois grupos prioritários. Entre os dias 24 de abril a 7 de maio será vacinada a população com mais de 60 anos, contra a influenza sazonal, como ocorre todos os anos, e também contra a Gripe A. O outro grupo é o da população de 30 a 39 anos, que será vacinada entre 10 e 21 de maio.O secretário municipal de saúde, Sérgio Pimentel, ressalta que somente serão vacinados as pessoas que se encontram no grupo prioritário de vacinação definido pelo Ministério da Saúde. “No Brasil, assim como em outros países, não foi possível adquirir a vacina para toda a população, então o Ministério da Saúde fez um estudo médico e técnico dos grupos que deveriam ser vacinados prioritariamente, e nós temos que obedecer esse cronograma”, informa Pimentel.Carlene Castro, diretora do Departamento de Vigilância à Saúde (Devs) da Sesma, reforça que somente o grupo das gestantes será vacinado durante toda a campanha. “Essa medida foi tomada porque as gestantes são consi­deradas um grupo de muito risco em contrair a doença”, explica.
Pará já registrou 23 óbitosAté semana passada 23 óbitos por gripe A já haviam sido re-gistrados no Pará, o que deixou o Estado no topo da lista dos que mais registram casos da doença este ano. Em todo o Brasil já foram registrados aproximadamente 900 mortes pela doença desde o ano passado.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Entidades mostram terceira via

De tanto ouvir falar, Pai Muzuê resolveu consultar os orixás e saber que negócio é esse de terceira via para as eleições vindouras. Nas consultas, os orixás não responderam diretamente, às vezes eles gostam de ser misteriosos! Por isso, tanto as entidades superiores quanto às cartas e búzios foram dando pistas importantes que eu segui atentamente, e que me mostraram como está o cenário do Pará nessas eleições e como pode ficar bem diferente.Primeiro, os caboclos falaram da via eleitoral da situação, que está hoje no poder. Embora pareça óbvio que a moça Ana Júlia é candidata de novo, as revelações do além vão a fundo sobre as dificuldades que ela vai enfrentar, mesmo com a máquina na mão. Atrapalhada, ela conseguiu se desentender com seu apoiador maior para chegar ao poder, o PMDB de Jader Barbalho. Agora, em maus lençóis, a moça tenta negociar com Deus (maneira de dizer) e o mundo em busca de outros apoios. Fora ter que carregar os penduricalhos nas costas, como Mouras, Putys e outros.As entidades também mostraram um tucano de bico caído, que embora tenha sido escolhido como pré-candidato, enfrenta oposição forte dentro de seu próprio partido e encontra-se isolado. Dizem as más línguas que, por onde ele vai pedindo apoio, inclusive financeiro, seu arqui-rival partidário, aquele que ia sair mas não saiu, vai logo atrás dizendo: “Não apóia nem dá dinheiro. Eu ainda posso ser o cndidato. A convenção é só em 30 de junho”, diz o criador-opositor. E ai, quem se arrisca a apostar qualquer financiamento?Num provável terceiro cenário, dizem as entidades, existem noivas muito cobiçadas. O vice-prefeito de Belém, por exemplo, já foi convidado até pelo tucano de bico caído para compor sua chapa como vice. Também lhe foi oferecido concorrer ao senado. É que o PR de Anivaldo, ao lado do PTB do prefeito de Belém, Duciomar Costa, conseguiram nas últimas eleições, abocanhar 40% de todo o eleitorado do Pará.Em política isso não é pouca coisa, ao contrário. Mas em relação ao tucano, parece que Anivaldo não esqueceu que ia concorrer ao senado por aquele partido em 2006, quando o então governador carrancudo escolheu o amigo bicheiro para concorrer. Anivaldo dei­xou o ninho tucano, onde era deputado federal eleito em 2002, lançou seu filho Lúcio Vale a deputado federal pelo PMDB e o elegeu.Por isso, na hipótese de uma terceira via, é mais fácil essa aliança de sucesso entre PR e PTB optar pelo caminho de compor com o PMDB, que, apesar de ser amigo do governo federal, não está nada contente com o PT no Pará, leia-se ai Ana Júlia.E tem mais: as entidades disseram que o eleitorado do Pará aprova uma nova opção, ou uma terceira via, como falam os entendidos.

Pai Muzuê - Aquele que tudo sabe e que tudo vê


PERFIL - Pai Muzuê, na verdade, é a identidade umbandista de Leovegildo Aragão da Silva, um senhor distinto de 69 anos, que nasceu em Pinheiro, se mudou para Santa Inês aos 12 anos, comeu muita poeira na estrada até chegar a Caxias, mas teve de partir com malas e cuias para Codó, aos 24 anos.Desde então, ali se estabeleceu com um bem sucedido Pai-de-Santo, tendo um dos maiores e mais bem frequentados terreiros de macumba do Brasil. Tem cursos de pós-graduação, especialização e até mestrado em Defesa contra as Artes das Trevas, mas sabe como ninguém bater um tambor e mandingar para os mais chegados. Na sua enorme lista de celebridades constam maranhenses igualmente famosos, como José Sarney, Alcione, Gonçalves Dias, Antonio Lemos, Zeca Baleiro e quase todos os emergentes que aparecem na telinha da Globo.Seu forte é matar políticos. Tancredo Neves e Ulysses Guimarães são exemplos disso. Quando não mata, no mínimo faz perder o mandato. E aí, a lista é enorme. Começou com Collor de Mello.Intelectualizado, Pai Muzuê agora escreve com exclusividade, toda semana, para o jornal Tribuna do Pará. E avisa: quem for podre, que se quebre!
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Popó prestigiou congresso técnico de boxe em Belém


Em Belém, Acelino Freitas, o Popó, participou do Congresso Técnico de Boxe, realizado pela Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel). Durante o evento, o secretário municipal de esporte, juventude e la­zer, Saulo Costa, destacou que a visita de Popó, além de servir de exemplo para as crianças da Escola de Boxe mantida pela Sejel, tem como objetivo garantir que a capital paraense venha a sediar disputas nacionais. “Belém tem um grande potencial no boxe brasileiro e se todos os talentos forem aproveitados de forma ­adequada, podemos lançar muitos outros campeões nacionais e até olímpicos. Ima­gine quantos ‘Popós’ tiveram seus ta­lentos desperdiçados por falta de oportunidade?”, questionou.O titular da Sejel disse ainda que pretende fortalecer o trabalho que já vem sendo feito pelas escolas de artes marciais mantidas pela Sejel. “O jovem que pela manhã vai para a escola e à tarde pratica algum tipo de esporte, com certeza não vai ter tempo de ir para as ruas. Ele aprende a ter disciplina nos tatames e nos ringues, e acaba levando esses ensinamentos para dentro de casa”, observou.Além desse trabalho, Saulo Costa divulgou um projeto que envolve a readequação da Al­deia Amazônica, que vai ficar totalmente adaptada para a prática de várias modalidades esportivas como futebol, vôlei de praia, karatê e boxe, denominada de Aldeia Esportiva. De acordo com o secretário, essa iniciativa faz parte das comemorações de dois anos da Sejel, com previsão de inauguração para a primeira quinzena de maio.Popó se mostrou empolgado com a iniciativa de Belém. “O esporte é capaz de proporcionar sucesso na vida. Eu mesmo sou um exemplo de superação através do esporte. Eu tive uma infância muito sofrida, e o boxe mudou a minha vida, mas para isso foi necessário que alguém me desse um oportunidade, e são essas oportunidades que precisamos multiplicar. É essa lição que quero deixar para os meninos que praticam boxe em Belém”, declarou o campeão.O Congresso Técnico de Boxe trouxe ainda a Belém o presidente do Conselho Nacional de Boxe (CNB), Antônio Bernardo Soares, que enfatizou a importância do encontro. “Estamos aqui reunidos com todos os atletas que participam de lutas para fornecer a eles orientações quanto às regras para a disputa, tanto para os atletas profissio­nais como entre os pugilistas que estão na categoria olímpica, e vamos incentivar ainda muitos eventos desse porte”, afirmou Soares.

Em visita a Belém, o tetracampeão mundial de boxe fala com humildade da vida e da carreira


Em visita a Belém, o ex-lutador baiano Acelino de Freitas, o Popó, bicampeão mundial na categoria Super Pena e bi-campeão mundial dos Super Leves, esbanjou simplicidade. Detentor de quatro títulos mundiais, conquistados pela Associação Mundial de Boxe (AMB) e pela Organização Mundial de Boxe (OMB), Popó é maior ícone nacional do boxe desde Eder Jofre. Entre outros eventos em Belém, ele participou do Congresso Técnico de Boxe, e deu um show de simpatia ao falar de sua carreira dentro e fora do boxe, do atual momento do boxe brasileiro, da sua participação na política e até da sua relação com seu ex-treinador, o paraense Ulis-ses Pereira.Nascido em um bairro periférico da capital baiana, Salvador, filho caçula de uma família de seis filhos, Popó teve uma infância pobre, por isso, antes de subir nos ringues para enfrentar seus adversários, teve primeiro que derrubar seu mais difícil oponente – a vida dura que levava antes do sucesso. O começo da mudança foi justamente ao ingressar na carreira de lutador, aos 14 anos de idade.De lá para cá foram só conquistas, e Popó se tornou o maior lutador de boxe que o Brasil já teve nos últimos anos. Ele contou todos os detalhes na entrevista exclusiva abaixo, concedida ao repórter Ale-xandre Cunha, do jornal Tribuna do Pará.

TP: Como você avalia sua carreira?
Popó: Na realidade, qualquer pessoa pode analisar minha carreira. Possuo 40 lutas em meu cartel, e dessas venci 32 por nocaute, seis foram vencidas por pontos e tive apenas duas derrotas. Além disso, resgatei o nome do Brasil no mundo, pois desde Eder Jofre não tínhamos um lutador brasileiro campeão do mundo. E mais, fui campeão do mundo em duas categorias dife-rentes. Então, meus resultados indicam muito bem o sucesso que foi a minha carreira.

TP: Durante as suas lutas, podíamos ver o Ulisses Pereira ao seu lado como técnico. Desde quando surgiu essa parceria Popó-Ulisses?

Popó: Estou com o Ulisses desde o início da minha carreira, ainda no boxe amador. Com ele conquistei uma medalha panamericana nos jogos de Mar del Plata, na Argentina, junto com a seleção brasileira. Depois disso, ingressei na carreira profissional e não pude trazer o Ulisses comigo, devido ao fato de ele ter compromissos com a de-legação olímpica do Brasil. Mas, assim que ele pediu desligamento da seleção, eu corri pra convidá-lo para ser meu técnico. O homem é bom demais, muito técnico, exigente e disciplinador, então, tinha que ser ele o meu treinador. Hoje, é um grande amigo.

TP: Em que momento veio a sua decisão de abandonar as luvas?
Popó: Sabe, chega um momento da sua vida que você cansa de fazer até mesmo aquilo que você mais sabe e mais gosta de fazer. Antes dessa decisão eu pensei muito e conclui que tinha alcançado tudo que sonhava quando comecei no boxe. Sou tetra campeão mundial de boxe, consegui me firmar financeiramente, então vi que tinha c­hegado o momento de parar.

TP: Mas você não sente falta ou saudade de subir ao ringue?
Popó: Me acostumei logo com a ideia de me aposentar. Por isso, não sinto nenhuma falta de ser atleta. Na verdade, só sinto falta de ter aquele corpo com barriga de tanquinho (risos). Até tentei manter o corpo em forma, mas as feijoadas que como todos os domingos na casa da minha mãe não deixam. Mas sempre faço questão de lembrar que sou ex-atleta, mas continuo sendo tetracampeão mundial.

TP: E o que você tem feito como ex-atleta?
Popó: Tenho investido na carreira de empresário com a minha empresa Box Brasil, que é uma agência de eventos de boxe. Tenho ajudado crianças pobres com o meu “Instituto Acelino Popó Freitas”, onde muitas crianças são estimuladas a estudar e a praticar esportes. Fui secretário de esporte em Salvador, onde implantei inúmeros projetos esportivos que até hoje são mantidos pelo atual secretário e por último, acabei de ser aprovado no curso de Direito, pois já que tenho esses bens, preciso ter estudo para administrar melhor.

TP: Já que você foi secretário de esporte, você provou um pouco da política. Você pensa em ingressar novamente no ramo da política?
Popó: Eu sou filiado ao PRB (Partido Republicano Brasileiro) e queria muito vir agora nessas eleições como candidato a deputado federal, mas minha esposa achou melhor não. Achamos mais importante recorrer aos estudos, para me dar mais res-paldo para em breve com certeza tentar começar com minha carreira política.

TP: Como você avalia o boxe no Brasil hoje?
Popó: O boxe tem crescido muito, e o Pará e a Bahia são os maiores celeiros de novos lutadores, mas é preciso fazer a organização disso com investimentos pesados nesse esporte. Hoje o boxe enfrenta concorrentes de outros esportes de combate, como o Vale Tudo, mas o boxe ainda é mais valorizado no mundo. Por exemplo, as bolsas de apostas chegam a movimentar de 15 a 20 milhões de reais, um atrativo maior para os atletas. O que ainda falta é ter a cultura de o boxe ser transmitido na TV aberta.

TP: Qual a importância que você dá ao boxe na inclusão social?
Popó: Não só o boxe, mas toda e qualquer prática esportiva contribui para a inclusão. Por exemplo, pegar um menino de periferia e ocupá-lo com o esporte e na escola, ele vai ter tempo só para isso. No boxe, por exemplo, ele vai li­berar força só no saco de areia ou no ringue e não na rua. Começa também a adquirir bons costumes, edu­cação e respeito, aprende a di-zer obrigado, por favor, senhor ou senhora. Eu mesmo sou um bom exemplo disso. Passei muita fome na vida, não tenho vergonha de dizer isso. Sofri muito na minha infância, mas tive uma oportunidade e soube agarrá-la, o que garantiu que eu fosse quatro vezes campeão mundial de boxe. E é essa lição que quero deixar para os meninos que praticam boxe em Belém.

TP: Você lembra de algum fato inusitado da sua carreira?
Popó: Eu sempre me lembro de duas coisas engraçadas que aconteciam comigo nas minhas lutas internacionais, realizadas nos Estados Unidos, quando valiam título mundial. Eu via aquele monte de gente americano falando em inglês e apontavam pra mim. Sei com certeza que estavam falando de mim, só não sabia o que era. Eu me perguntava: “será que tão falando mal de mim?” (risos). Outra coisa foi quando eu fui disputar meu primeiro título mundial na categoria super pena. Eu tinha comprado uma casa fiado esperando pagá-la com o dinheiro dessa luta. Já pensou se eu não venço? Ainda bem que eu venci né, senão, estaria em maus lençóis e sem teto.

TP: Essa luta do seu primeiro título mundial ajudou você a comprar essa casa. Depois dessa luta, o que mais você conseguiu, o que mais deu para comprar?
Popó: Ah, eu ajudei muitas pessoas, principalmente minha família. Meus pais e irmãos passaram junto comigo toda a pobreza que tive na infância, e mesmo assim me davam força pra prosseguir no esporte. Com as minhas conquistas, nada mais justo de ajudá-los, por isso, para cada irmão meu, que são cinco, eu dei uma casa. Além disso, eles participam comigo nos meus empreendimentos.

Justiça Eleitoral vai apurar conduta de Cláudio Puty


O procurador Regional Eleitoral, Ubiratan Cazzetta, determinou a abertura de investigação para apurar crime eleitoral, notadamente propaganda fora do prazo previsto em Le, que teria sido praticado pelo ex-chefe da Casa Civil do governo do Estado, hoje assessor especial da governadora Ana Júlia, Cláudio Puty. Cláudio Puty teria viajado com diária paga pelos cofres públicos no dia 14 de março a Tucuruí. A viagem oficial foi para entregar Cheques Moradia no valor total de R$ 399 mil a pessoas carentes do município. Cláudio Puty representou a governadora Ana Júlia no ato da entrega, que aconteceu na sede da igreja do Evangelho Quadrangular, totalmente enfeitada com faixas de agradecimento pelo apoio do ex-chefe da Casa Civil. O procurador Ubiratan Cazzetta argumentou que o episódio foi amplamente noticiado, e isso “pode caracterizar propaganda extemporânea em favor do ex-secretário da Casa Civil e atual Assessor Especial II”.O procurador já se preocupou em determinar a autuação das cópias impressas das páginas dos blogs de Osório Pacheco e PJ Pontes, além da foto que noticia o ato em Tucuruí, para que o caso seja apurado por um procurador eleitoral auxiliar, justificando ser importante ter essas provas diante da “necessidade de formação de juízo de valor sobre a conduta” de Cláudio Puty.A candidatura de Puty a de-putado federal pelo PT é mais polêmica do que a própria relação da governadora com os aliados. Já é consenso no meio político que ele estaria se be­neficiando do aparato estatal e do apoio explícito da governadora do Estado. Ele poderá ser multado pela Justiça Eleitoral e até ter sua candidatura impugnada, caso fique comprovada a propaganda política fora do prazo.Não se sabe se por desconhecimento ou euforia de candidato de primeira viagem, Cláudio Puty divulgou em seu próprio blog a visita realizada a Tucuruí. Ele disse ser “gratificante presenciar o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido junto a populações historicamente excluídas das políticas públicas. E eu pude acompanhar de perto uma dessas manifestações, no último sábado, em Tucuruí, quando re­presentei a governadora Ana Júlia no ato de entrega de 80 cheques-moradia, no valor de quase R$ 5 mil cada um deles”, escreveu Puty. No mesmo espaço, o super assessor da governadora anunciou que outras 100 famílias de Tucuruí “ainda serão atendidas”. Para completar, no Diário Oficial do Estado do dia 19 de março foi feita a publicação de três diárias para Cláudio Puty “resol-ver questões administrativas do Estado” em São Paulo, entre os dias 19 e 22. Mas se para o Diário Oficial ele estava em São Paulo, a verdade é que o ex-chefe da Casa Civil estava mesmo era em Breves, para reunião com lide-ranças de movimentos sociais daquele município.

Greves marcam a gestão de Ana Júlia Carepa


Setores estratégicos do governo do Estado vem promovendo sucessivas greves por descontentamento com a política da go-vernadora Ana Júlia Carepa aos servidores públicos. No último dia 23, no mesmo dia em que conseguiu uma trégua na greve do Departamento de Trânsito do Pará (Detran), o governo do estado se deparou com a greve dos servidores Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Eles começaram a greve com protestos na frente do portão principal do órgão, para que ninguém entrasse para cumprir expediente. O principal ponto da pauta é exa-tamente a cobrança de espaço para negociação, já que, dizem os servidores, nem esse canal existe no governo.O presidente da Associação dos Servidores da Sema, Júlio César Meyer, disse que esse ponto principal da pauta de reivindicações foge do tradicional. “Pode causar estranheza o fato de que não estamos pedindo reajuste salarial, nem melhores condições de trabalho. Nós queremos espaço para negociação no governo”, declarou ele, afirmando que os servidores alegam que a atual gestão nunca está disposta a sentar para negociar mudanças.Reivindicações - A pauta compreende dois pontos. O primeiro é a sinalização de uma mesa específica de negociação junto ao governo em relação ao valor da gratificação por atividade ambiental, que deverá ser repassada aos servidores. O segundo ponto é um protesto contra a queixa de tumulto e vandalismo registrada pela Secretaria no dia 28 de janeiro, durante manifestação dos servidores, que terminou com a intervenção da polícia.Meyer diz que na ocasião houve violência física e emocional. “Nós estávamos dentro do prédio da Secretaria para pedir, na época, melhores condições de trabalho, quando policiais da Rotam, com a identificação retirada da camisa, entraram no local e agrediram servidores fisica e moralmente. Depois disso, fizemos exame de corpo de delito e foram constatados vários hematomas”, revela. Em relação às condições de trabalho, Meyer confirmou que a reivindicação já foi acatada.

Objetos inusitados são retirados dos canais em operações de limpeza



Na rotina da “operação inverno”, os trabalhadores da Sesan se deparam com os mais inusitados objetos que são jogados nos canais. Entre os objetos retirados foram encontrados cascos de geladeira, fogão, pneu velho, telefones públicos, aros de bicicletas, sucatas de carros e até animais mortos.Todo esse material depositado irregularmente nas ruas e também jogado nos canais, acaba sendo arrastado pelas chuvas e obstruindo canais e bocas de lobo, provocando muito mais alagamentos na cidade. Para retirar os entulhos, os canais serão dragados mecanicamente, com o auxílio de retroescavadeiras, para aumentar o leito assoreado devido ao acúmulo de lama e entulhos. Com o aumento das chuvas, a Sesan intensificou as atividades e aumentou também a quantidade de pessoas envolvidas nesse trabalho, que era de 600 homens em janeiro, para 850 homens neste mês de março.
Educação ambiental A Sesan também está realizando uma campanha de educação ambiental destinada a combater o depósito irregular de lixo domi­ciliar e de entulho nas ruas da capital. A ação começou neste mês de março, inicialmente pela travessa Barão do Triunfo. Os agentes ambientais já estiveram também na travessa Enéas Pi­nheiro, entre Marquês de Herval e Rua Nova.Segundo Elvira Pinheiro, coordenadora de projetos sociais e ambientais da Sesan, os agentes ambientais fazem parte do Grupo de Trabalhadores em Educação Ambiental (GTA), ligados ao Departamento de Resíduos Sólidos (DRES) da Sesan, e nos locais já visitados eles divulgaram informações e distribuíram folders ­educativos aos moradores das área, que ficaram sabendo, por exemplo, dos horários que as coletas de lixo domiciliar são realizadas.Após a visita dos agentes ambientais, a Sesan retorna a cada uma das áreas percorridas para fiscalizar o cumprimento das orientações repassadas e garantir que esses locais não voltem a ser alvos de descarga de lixo. O morador que continuar a jogar lixo e entulho nos locais já limpos terá que arcar com uma multa de R$ 607,97.Elvira Pinheiro explica que, após a ação na avenida Barão do Triunfo, dois fiscais ficaram durante a semana fiscalizando caso houvesse alguma irregu­laridade. Até o momento ­nenhum morador foi multado.A ação educativa acontecerá sempre às quintas-feiras, e se estenderá por outras vias consi­deradas críticas para a descarga de lixo e entulho. “A iniciativa segue uma diretriz do governo municipal, que estabelece como uma de suas prioridades a limpeza da cidade. Entretanto, a colaboração da população torna-se indispensável para que se obtenham os resultados esperados”, ressalta Elvira.

Lixo e entulho contribuem para alagamentos das ruas


Jogar lixo nas ruas ainda é uma triste realidade na cidade de Belém. Apesar das campa­nhas educativas, em seis meses de “Operação Inverno”, os trabalhadores da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), vinculada à Prefeitura de Belém, já retiraram aproximadamente 80 mil toneladas de resíduos de bueiros, valas e canais de Belém, lixo que antes de chegar aos bueiros e canais foi jogado nas ruas da cidade e arrastado pelas águas das chuvas. As ações de limpeza manual e mecanizada da Sesan prosseguem até julho deste ano nos 68 canais de Belém e seus distritos, além da rede de drenagem das ruas.A “Operação Inverno” da Sesan começou a ser intensificada em setembro passado, com o objetivo de preparar a cidade de Belém para o período mais intenso das chuvas, mas a engenheira Pilar Nogueira, titular da Sesan, alerta a população de que o êxito da ope-ração depende da participação coletiva. “A conscientização e participação da população de Belém é fundamental para que a operação consiga manter os canais e bueiros limpos. Pedimos o apoio da população para não jogar lixo nas ruas e também obedecer os horários da coleta do lixo doméstico, para evitar que animais rasguem os sacos de lixo e esse lixo acabe tomando um destino inadequado durante as chuvas”, explica a engenheira.A limpeza de canais já foi concluída nos canais da Quintino, Bernardo Sayão, Generalíssimo, Timbiras, Caripunas, Mariano, Parque União, Antônio Nunes, Antônio Baena, Pirajá, Água Cristal e do Una, totalizando 83 quilômetros de extensão. No momento, a Se-san executa esses serviços no canal do Galo. Em seguida, os trabalhos serão realizados no canal São Joaquim. A conclusão dos serviços nesses dois canais está prevista para o final do mês de abril. Ainda estão na programação de limpeza da Sesan os canais do Mata-fome e Promorar.

Hemopa convoca doadores para campanha da Páscoa

Para garantir o atendimento da demanda de transfusões do feriadão da Semana Santa, que deve aumentar em 30%, a Fundação Hemopa está convocando antigos e novos doadores de sangue para que efetuem coleta de sangue, especialmente, nos dias 29, 30, 31 e 01 de abril, antes de deslocar-se de Belém para suas localidades. Ou ainda, que efetuem suas doações onde houver unidade do hemocentro no interior do Estado, tendo em vista que a necessidade é mesma da capital. A meta será de 300 coletas/dia.Outras ações estratégicas estão sendo desenvolvidas para resguar-dar o estoque de sangue, entre elas, campanhas externas com insti­tuições parceiras. Segundo a ge­rente de captação de doadores da ­instituição, a assistente social Juciara Farias, no dia 02/04, o Hemopa não funcionará para coleta de sangue, e isso interfere no atendimento, tendo em vista que são menos cerca de 250 bolsas de sangue no estoque. “Em feriados prolongados, normalmente, as solicitações dos hospitais de grande porte, como os de pronto socorro, costumam elevar em torno de 30%. Então, temos que estar preparados para atender essa demanda”, explicou ela, compartilhando essa responsabilidade com todos os segmentos da sociedade.Na sede do hemocentro, são efetivadas diariamente cerca de 250 coletas para uma média de 300 atendimentos de 85 hospitais públicos e privados de Belém, mas todas as ­unidades do Hemopa no interior do estado também estarão em cam­panha. São os Hemocentros Regio­nais de Santarém, Marabá e ­Cas­ta­nhal; e nos Núcleos de Hemo­terapia de Abaetetuba, Redenção, Tucuruí, Altamira e Capanema. Atualmente, o hemocentro é responsável por uma cobertura transfusional mais de 85%, que corresponde a 42 unidades que garantem o abastecimento com doações de sangue a pacientes distribuídos em aproximadamente 218 hospitais.

Serviço
O Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2109. As coletas são de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de 7h30 às 12h30. Informações pelo fone: 08002808118 ou no site www.hemopa.pa.gov.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Editorial

Não há alternativas para construir um mundo melhor sem solidariedade. A tragédia no Haiti é uma prova disso. Não é possível virar as costas para a situação de clamidade pública que assolou o país diante dos olhos do mundo. O mais triste é pensar agora que toda a dinheirama derramada para salvar bancos americanos no início da crise econômica mundial seria suficiente para reconstruir não apenas um, mas dois países como o Haiti. Mas sabemos que ainda existe outra dinheirama como aquela, e precisa apenas de interesse para que ela alcance as pessoas que agora não tem casa, nem comida, nem água.Algumas dessas pessoas já começaram a ser combatidas pelos próprios militares, porque passaram à condição de saqueadoras, tamanho o desespero em busca do básico para a sobrevivência - alimento e água.De grão em grão, a solidariedade está chegando ao Haiti. E é necessária, embora, ao longo da mesma semana, houve quem dissesse que fome e sede muita gente passa em outros cantos do mundo e poucas moblizações são feitas para mudar isso. Ora, de fato essa também é uma situação real, fruto da má vontade de muitos sistemas de governos, no entanto, a própria democracia é um caminho de mudanças para essas realidades, que são diferentes de um lugar onde tudo desmoronou para todos ao mesmo tempo.Em Belém, o trabalho da Cruz Vermelha está voltado para doações. O posto de coleta é na avenida Gentil Bittencourt, 1840 (entre 9 de Janeiro e Alcindo Cacela). Servem roupas e alimentos não perecíveis. A Fumbel também está arrecadando alimentos, donativos e roupas, na campanha “Haiti Agora”, com a parceria da Pastoral da Criança. Podem ser feitas no palco da Fumbel durante as noites culturais e nas sedes da Pastoral no Pará. São iniciativas que compartilham da ideia de que a solidariedade muda o mundo.